quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Esperando por Inspiração______D. Barry Weir



Wandeir P Tavares (Pastor e Coach)-Foco em:
Resultado; Gestão de pessoas; Formação e
Treinamento de Equipes.
                    Chuck Close disse certa vez: “Inspiração é para amadores  o restante de nós simplesmente se apresenta e trabalha.” Seguindo a mesma linha Tchaikovsky fez a seguinte observação: “Um artista digno não pode cruzar as mãos pretextando que não está com disposição.”  O poeta E. B. White expressou a mesma ideia da seguinte forma: “Um escritor que espera por condições ideais para trabalhar vai morrer sem ter escrito uma única palavra.”

                    O consenso entre os diversos personagens criativos é que no longo prazo, transpiração é mais importante do que inspiração. O escritor de cinema Neil Gaiman apresentou uma perspectiva útil acerca de escrever, no Nerdist Podcast (N.T.: Nerdist Poadcast é um programa semanal de entrevistas na TV americana). Falando sobre a necessidade que um romancista tem de ser coerente, ele disse: “Você tem que fazer o melhor uso de suas palavras todos os dias e essas palavras não estão à sua espera. Você tem que escrever quer se sinta ‘inspirado’ ou não. E o mais estranho é que daqui a seis meses, olhando retrospectivamente, você não será capaz de se lembrar que cenas você escreveu estando inspirado e que cenas escreveu simplesmente porque elas precisavam ser escritas.”

                    O que isso tem a ver com o mercado de trabalho? Na verdade, muita coisa. No trabalho, precisamos resistir à tentação de esperar por inspiração para fazer uma ligação de vendas, desenvolver uma estratégia eficiente para expandir os negócios ou completar o projeto adiado por tempo demais. Não esperamos que chegue o momento em que nos sentiremos bem para fazer algo certo: simplesmente precisamos fazer o certo hoje e todos os dias, quer nos sintamos inspirados ou não.

                    Há alguma coisa que você vem adiando desnecessariamente enquanto espera por inspiração? Tente transpiração e não espere por inspiração. Ponha de lado sua pouca vontade de fazer a tarefa que está à mão. Nas palavras de um conhecido slogan de marketing, “Simplesmente faça”. Em seis meses, ou pelo restante da eternidade, não terá a menor importância o quão inspirado você se sentia naquele momento. Somente importará o fato de você ter feito o que precisava ser feito. Vejamos algumas perspectivas úteis extraídas da Bíblia:

Inércia pode resultar da desobediência. Na física, inércia é definida como “falta de movimento ou atividade especialmente quando são desejados ou necessários”. Podemos dourar a pílula pela nossa falta de ação chamando-a de procrastinação, mas a Bíblia emprega outro termo: “Portanto, comete pecado a pessoa que sabe fazer o bem e não faz” (Tiago 4.17). Esperar por inspiração e não agir quando necessário é pecado. 

Quando tiver algo que precisa ser feito, faça-o. Quando se apresentar oportunidade para fazer alguma coisa, esteja disposto a fazê-la. Pode não surgir outra chance. “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9.10). 

Entre em ação com a motivação corretaImporta não somente o que devemos fazer, mas também porque o fazemos e para quem. “O que vocês fizerem façam de todo o coração, como se estivessem servindo o Senhor e não as pessoas” (Colossenses 3.23). 

Questões Para Reflexão ou Discussão:
1.    Você fica esperando por inspiração quando adia suas ações no trabalho ou na vida pessoal?
2.    Em sua opinião, esperar até que venha inspiração é certo ou não?
3.    Como pode uma pessoa discernir quando deve esperar ou não por inspiração?
4.    Que acha declaração bíblica que saber fazer o bem e deixar de fazê-lo é igual a pecar?

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Desafios para uma espiritualidade Cristocêntrica nos dias atuais

Wandeir P Tavares (Pastor e Coach)-Foco em:
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Treinamento de Equipes.
CO-AUTOR: Rev. Oseias de Lima Vieira-http://lattes.cnpq.br/3177367741188520
                                                                                  
      Quando falamos em espiritualidade prontamente pensamos em uma dimensão, um ambiente fora de nossa realidade, algo abstrato em oposição à matéria, como se espiritualidade não fosse compartilhada com o corpo, algo que pertence somente ao céu e não envolve com as coisas da terra. Mas a verdadeira espiritualidade se envolve com as questões culturais políticas e nos desperta a crítica contra a injustiça, à desmoralização social e nos envolve com as questões do meio ambiente e muito mais porque uma espiritualidade Cristocentrica não é apenas denominar-se cristão ou ser um frequentador assíduo de alguma denominação, mas viver uma espiritualidade Cristocentrica é seguirmos a Cristo com o alvo de se tornar a sua imagem e semelhança sendo promotores do bem estar de todos, mesmo aqueles que não sejam cristãos.
O pastor Ricardo Barbosa de Souza em seu livro “O desafio bíblico da espiritualidade cristã” explica que espiritualidade tornou-se, na cultura moderna, um termo abstrato, vago e presente em quase todos os segmentos da vida, da religião à economia, da ecologia ao mundo dos negócios, expressões que se encontram intimamente conectadas: subjetividade e pós-modernidade. Para compreender o conceito de espiritualidade e os desafios para uma espiritualidade Cristocêntrica nos dias atuais faz necessário ter uma concepção da evolução teológica em torno da espiritualidade  desde a vida de Jesus até hoje.
Durante os primeiros anos da Igreja, o Espírito Santo intensificou várias vezes na vida da Igreja.
 A espiritualidade clássica conglomera os esforços pessoais dos Santos e Doutores da igreja nos movimentos da patrística, da monástica e da mística medieval, isto é, a ação do Espírito Santo anterior à Reforma.
 Portanto podemos destacar o período entre o concílio de Nicéia em 325 d.C.  e o de Constantinopla em  381 d.C. sucedidas as grandes perseguições, a espiritualidade concentra-se no convite à conversão e à fé através  da vida evangélica.  A experiência do renascimento no Espírito de Verdade e de Amor, leva os escritos do apóstolo Paulo e do apóstolo João a intuir não só a pessoa do Espírito Santo na Trindade, mas também a espiritualidade da existência cristã seja do indivíduo, da comunidade e da Igreja.  Através da história da Igreja apareceram várias escolas de espiritualidade. No essencial concordam, pois sugerem a continuidade a Cristo.  Todavia se apontam nos meios peculiares e modos de santificação.  Agostinho de Hipona (354- 430) conhecido universalmente como Santo Agostinho foi um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo, com sua teologia da graça, sua regra de espiritualidade para os religiosos, seu caminho para Deus, desempenhou influência na teologia Cristã  na Idade Média até nossos dias.
 Francisco de Assis, (? - 1226) também conhecido como São Francisco de Assis, em seu movimento caloroso de pobreza, sofreu as restrições impostas pela hierarquia religiosa de sua época.  Muitas ações verdadeiras da espiritualidade cristã, quem sabe, foram suprimidas e outras se instituíram por toda a parte.
Nos séculos XV e XVI, uma espiritualidade medieval sofre mudanças importantes, que Humanismo que tem como pensamento nascente a defesa da liberação da criatividade e da vontade do ser humano, em oposição ao pensamento escolástico, segundo o qual todas as questões terrenas deviam subordinar-se à religião, tendo assim o predomínio do humano sobre o metafísico tendo assim como seu porta voz Erasmo de Roterdã (1469-1536). Por outro existe uma força interna vinda do anseio de reforma, com Pe. Rev. Martinho Lutero (1483- 1546).
Na espiritualidade Cristocentrica Lutero percebeu a miséria humana declarando que nós somos mendigos, e que essa é a verdade, uma intrigante e difícil redescoberta à firme conclusão de que ninguém é capaz de justificar-se por suas obras e que é preciso recorrer à graça divina, que pode ser obtida por meio da fé em Jesus Cristo. A partir dessas duas redescobertas ele chegou logo à graça, que é o amor de Deus ativo em benefício da salvação do homem pontuando aqui a espiritualidade que se concentra em Cristo e somente em Cristo, “Solus Christus”, expressão latina refere-se ao termo: "salvação somente por Cristo" é um dos cinco solas propostos pelos reformistas para resumir as crenças básicas do Cristianismo.
Assim como Lutero os puritanos valorizavam grandemente o estudo e a vida intelectual, ao mesmo tempo em que davam ênfase a uma espiritualidade rica e transbordante, cristianismo prático, davam ênfase à experiência religiosa, à conversão e ao contínuo autoexame espiritual, mas também a uma piedade prática que se manifestava em todas as áreas da existência; preocupação ética: ênfase na santidade, tanto pessoal quanto comunitária.  
No século XVIII o pastor anglicano,Rev.John Wesley (1703- 1791) por influência do Pietismo descobre que a essência de uma espiritualidade e a salvação trazida por Cristo era algo que não deveria apenas ser racionalmente compreendido, mas que precisava, acima de tudo, de um testemunho interno dado pelo Espírito Santo para juntar conhecimento, piedade, educação, santidade, verdade e amor que foram afastados, e que a promoção do ser humano se contextualiza em uma espiritualidade saudável se abstendo do mal e ser fator de renovação ético e espiritual na sociedade, participando e eliminando a dor, combatendo a corrupção dos valores morais, sentindo-se, também, responsável por promover o bem estar a todos.
Nos dias atuais os desafios são de que a igreja restabeleça o seu compromisso de deixar Cristo no centro e no governo da igreja para que o povo possa compreender que espiritualidade só é possível quando a missão da igreja seja integral para o Reino de Deus e não para o seu próprio reino e nem mesmo para o reinos das doutrinas, constituições, cânones regimentos.  Com a missão integral e uma espiritualidade Cristocêntrica os desafios atuais são também de continuar a história cumprindo o dever da grande comissão, indo, fazendo discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; educando a guardar todas as coisas que o Senhor determinou na esperança de sua volta para a consumação dos seus decretos.  Este desafio de fazer discípulo é ensinar que a espiritualidade se encontra em todas as esferas da vida humana, seja no meio religioso, político, educacional, hospitalar na vida social interagindo e vivenciando uma espiritualidade saudável para o bem estar do próximo.
      Referências.
BETTENSON, H. Documentos da Igreja Cristã. São Paulo, ASTE. 19--
COLLINS, Kenneth J. A Teologia de João Wesley. Rio de Janeiro, CPAD, 2010.
ESPEJA, J. Espiritualidade cristã. Petrópolis: Vozes, 1995.
GREEN, Michael. A Evangelização na Igreja Primitiva. São Paulo: Vida Nova, 1984.
SOUZA, Ricardo Barbosa. O que é espiritualidade? In: BOMILCAR, Nelson (org). O melhor da espiritualidade brasileira. São Paulo: Mundo Cristão, 2000.
VEITH, JR., G. E. Deus em ação. São Paulo: Cultura Cristã, 2007.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Medo do Fracasso______ Rick Boxx

Wandeir P Tavares (Pastor e Coach)-Foco em:
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                    Em  2.000, o apresentador e comediante Conan O’Brien discursou para os bacharéis da Harvard University, onde cursou, e que é uma das instituições de destaque que compõem a Ivy League (N.T.: Liga da Hera é o grupo das oito maiores universidades do norte dos Estados Unidos). Embora as cerimônias de formatura enfoquem a busca pelo sucesso, Conan optou por lançar o foco sobre o fracasso.

                    Falou aos jovens sobre o mundo real do trabalho: “Sendo diplomados por Harvard, sua maior responsabilidade é a necessidade de serem bem-sucedidos.”  Observação interessante: a necessidade de ser bem-sucedido vista como responsabilidade e não como habilidade. O’Brien explicou: Sucesso é como um lustroso smoking brancoVocê se sente o máximo quando o veste, mas depois fica desesperado e aflito, temendo que ele se suje ou fique manchado de algum modo.” Encerrou com este desafio: “Falhem, cometam erros e gafes ocasionalmente. E lembrem-se que a história ainda não acabou.”

                    Fracasso faz parte da vida. Ao invés de temê-lo e tentar evitá-lo, deveríamos aprender com ele e aceitar que ele pode ser um dos nossos melhores mestres. Se você é pai, entende isto perfeitamente. Quando a criança está aprendendo a andar, inicialmente dá um passo muito instável. Depois, tenta um novo passo e geralmente cai. Antes que domine a habilidade de caminhar, cai muitas vezes. E como pais também falhamos, apesar de nossas melhores intenções. Porém, se aprendermos com nossos erros, nossas falhas terão valido a pena.

                    O fracasso é excelente instrutor para cada área da vida, desde aprender a dirigir um carro, fazer apresentações de vendas ou nos prepararmos para falar  em público. A questão é não focar na possibilidade de falhar, e sim fazer uma tentativa inicial e, se não funcionar, começar de novo.

                    Se forem sinceros, todos os líderes e administradores terão que admitir que cometeram erros  e falharam  ao aprenderem a realizar bem seu trabalho. E líderes sábios permitem que seus subordinados tenham liberdade para falhar, reconhecendo que alguns dos maiores sucessos da raça humana foram alcançados através do fracasso. Como nos lembra o antigo ditado, “Se você não for bem-sucedido na primeira tentativa, tente de novo... e de novo”.

                    A Bíblia deixa isso bem claro: “Todos nós sempre cometemos erros. Quem não comete nenhum erro no que diz é uma pessoa madura...” (Tiago 3.2). No mesmo livro, encontramos a surpreendente ordem: “Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo o tipo de aflições” (Tiago 1.2). Enfrentar aflições, dificuldades e adversidades com alegria? Os versículos seguintes explicam porquê: “Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada!” (Tiago 1.3-4).

                    Quando fracassarmos, devemos perseverar e não desistir. Isso fará com que o sucesso, quando o alcançarmos, seja muito mais recompensador.

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1.    Que acha da afirmação que nossa “maior responsabilidade é a necessidade de serem bem-sucedidos”?  Você sente necessidade de ser bem-sucedido?
2.    Concorda que “o fracasso pode ser um excelente instrutor”. Acha que isso se aplica a todas as áreas da vida?
3.    Por que nós geralmente não aprendemos com o fracasso?
4.    Que relação você acha que existe entre fracasso e perseverança?
Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 12.1; 13.8; 15.10; Lucas 14.28-29; Romanos 5.3-5; Filipenses 3.12-14.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O Desafio do Contentamento - Jim Mathis

Wandeir P Tavares (Pastor e Coach)-Foco em:
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Fonte: www.cbmc.org.br 


Tenho lutado com o conceito de contentamento há algum tempo. Parece uma virtude passageira. Por uns poucos momentos nos sentimos contentes, e então, algo acontece e o descontentamento começa a insinuar-se. Em outras ocasiões, o descontentamento é algo bom, motivador, positivo. Se você se sente preso a um trabalho que não oferece esperanças de carreira ou maiores desafios, sentir-se descontente pode estimulá-lo a mudanças.

O estudante que está contente com notas medíocres precisa que alguém lhe ateie fogo. Se uma pessoa com 30 anos ainda vive no porão da casa dos pais e está contente jogando vídeo game o dia inteiro, certamente está com problemas. Em qualquer cenário, o descontentamento pode ser benéfico. Entretanto, se você tem 60 anos e não está contente, está prestes a se tornar um velho resmungão ou uma velha rabugenta, tendo que enfrentar uma vida de arrependimentos. A pergunta é: Como encontrar contentamento?

Em nossa cultura contentamento está associado a apatia ou preguiça; pode ser, em certo sentido. Mas muitos descobriram que o verdadeiro contentamento é o segredo para felicidade. Quando atingi a maioridade na década de 60, havia muita discussão sobre “encontrar-se a si mesmo”, baseada na ideia que fomos criados para um propósito específico. Creio que isso é verdade. E o quanto antes descobrirmos nosso propósito, melhor.

Contentamento está relacionado a idade. Uma pessoa de mais idade, madura, deveria estar contente. Uma mais jovem provavelmente não deveria se sentir contente, a menos que já tenha encontrado seu propósito na vida e sua vocação.

Levei anos até me dar conta que sou artista. É não me encaixo no estereótipo que tenho de artista. Sou bom em matemática e ciências, não sou excêntrico nem cheio de maneirismos. Pelo menos, não acho que seja. Depois de ter ultrapassado meus preconceitos e tomado consciência que sou de fato artista, e que isto é parte do que sou como pessoa, comecei a fazer o que os artistas fazem – arte. Isso se deu através da fotografia e da música, parte como homem de negócios e parte pelo prazer proporcionado por essas atividades.

Seja qual for a maneira pela qual fomos exclusivamente designados  executivo, administrador, vendedor, equipe de apoio, contador, advogado, médico, professor ou outra vocação  esforçar-se para ter contentamento é essencial.

O apóstolo Paulo declarou isto claramente: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade” (Filipenses 4.12). Ele estava falando de algo além do trabalho, de descobrir contentamento em qualquer aspecto da vida.

Seja no trabalho ou em nossas buscas pessoais, sem contentamento, felicidade e alegria sempre estarão além do nosso alcance.

Próxima semana tem mais!
Questões Para Reflexão ou Discussão  

1.    O que contentamento significa para você? Você já o experimentou e o está experimentando neste momento?
2.    Você pode pensar em situações em que sentir-se descontente foi algo útil e benéfico para você?
3.    Sentimentos de descontentamento já foram problema para você ou alguém próximo?
4.    O que você acha que Paulo quis dizer ao declarar: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação”. Você acha essa atitude realista, especialmente no nosso mundo sempre em transformação?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Inegociável Serviço ao Cliente - Por Robert Tamasy

Wandeir P Tavares (Pastor e Coach)-Foco em:
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            Aprendi uma verdade universal sobre negócios, que todos deveriam aplicar: é mais fácil reter clientes que atrair novos! Este princípio se aplica a empresas e organizações com ou sem fins lucrativos. E o melhor modo de manter o que já se tem é com excelente serviço ao cliente. 

            Lembrei-me disso recentemente quando minha esposa e eu tivemos uma experiência realmente desanimadora num restaurante do qual somos fregueses habituais. Quando chegamos, dois membros da equipe discutiam um problema com outro colega. Ao perceber que a conversa estava num tom alto o suficiente para ser ouvida, a recepcionista rapidamente desculpou-se. 

            O jovem que nos levou a nossos lugares era agradável, mas o que nos serviu foi talvez o pior que já vimos em qualquer lugar. Era ríspido, não sorria, parecia desatento e nos fez sentir como se fôssemos intrusos. Não vou aborrecer você descrevendo detalhes do serviço deficiente que nos foi apresentado, exceto para dizer que foi a primeira vez que me lembro de ficar ansioso para terminar uma refeição e deixar o restaurante. 

            Ao contrário do que é tão comum hoje, não usei a mídia social para registrar meu descontentamento. Ao invés disso, fui à página de serviço ao cliente do restaurante e descrevi nossa péssima experiência. Dentro de uma hora, o gerente nos ligou para pedir desculpas, solicitar mais detalhes e insistir em “reparar as coisas”, nos enviando um vale para uma nova refeição. Aquilo me pareceu bem razoável, mas semanas mais tarde ainda não tínhamos recebido nada, nem notícias do gerente ou outra pessoa do restaurante. 

            Assim, não apenas recebemos um serviço deficiente, como fomos levados a pôr em dúvida a integridade da administração do restaurante. Se você quiser um exemplo de um péssimo serviço ao cliente, este é um. Não pensamos jamais em retornar ao local, apesar das boas experiências do passado.

            Compararia esta experiência com empresas das quais fui consultor e onde o serviço ao cliente era prioridade máxima. Buscavam, se possível, exceder às expectativas dos clientes e, havendo um problema, davam ao assunto total e imediata atenção, determinados a fazer sempre o que é correto. Como é possível fazer isso? A Bíblia oferece recomendações que funcionam, não importa a convicção espiritual de quem faz uso delas:

Cuide dos outros como gostaria que cuidassem de você. Para criar uma cultura cujo foco é o cliente, uma boa pergunta é: “Como eu gostaria de ser tratado?” Jesus disse a Seus seguidores: “Como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles” (Lucas 6.31).

Dar é o meio mais seguro de receber o que queremos e ainda atingir nossos objetivos. Dar, seja materialmente ou em termos de serviço, proporciona recompensa – a satisfação do outro, lealdade e senso de bom desempenho. “Lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’” (Atos 20.35).  

Coloque os outros em primeiro lugar. Quando os clientes se tornam conscientes de ser objeto do melhor serviço e atenção possíveis, mesmo além de suas expectativas, a repetição de negócios está potencialmente garantida. “Humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros”(Filipenses 2.3-4). 

Próxima semana tem mais!
Questões Para Reflexão ou Discussão  

1.    Como cliente, você já teve uma inesquecível má experiência? Como você reagiu? Você continua como cliente da empresa?
2.    Qual é a atitude geral da sua empresa quanto ao serviço ao consumidor? Há uma declaração formal de seu compromisso e filosofia nesta área?
3.    Você concorda que é mais fácil reter o cliente que se tem do que encontrar e desenvolver novos?
4.    Qual das passagens e princípios bíblicos citados significa mais para você?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 18.12; Mateus 20.27-28; Marcos 10.45; Lucas 22.27; 2Coríntios 8.9; Filipenses 2.7.

sábado, 16 de agosto de 2014

Vinho Novo - Odres Velhos!____Jim Mathis

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             Recebi uma ligação telefônica interessante de um fotógrafo de outra cidade, reclamando que meus preços eram muito baixos. Depois de descobrir que ele não estava brincando, percebi que ele usava um modelo de negócios muito em voga entre os anos 1950 e 90.

            Na época, muitos fotógrafos tiravam fotos com um filme colorido e o enviavam a um laboratório para processamento e impressão. As taxas cobradas dos clientes nem sempre cobriam esses custos. Os fotógrafos ganhavam dinheiro vendendo ampliações caras, impressas pelo laboratório fotográfico. Tentavam aumentar seus ganhos vendendo cópias, mas quem mais lucrava com isso era o laboratório. Por esta razão, tornei-me proprietário de um laboratório fotográfico durante a maior parte daquele período.

            A fotografia digital fez mais do que eliminar filmes e revelação. Pela primeira vez desde a década de 50 ela recolocou o controle da imagem de volta às mãos do fotógrafo. Foi uma mudança de paradigma na forma como eram feitas as fotos, exigindo um conjunto diferente de habilidades, como experiência com softwares de aperfeiçoamento de fotos, habilidade com impressão a jato de tinta e novas fórmulas de remuneração dos custos.

            Muitos fotógrafos deixaram de compreender essas mudanças e ainda enviam seus arquivos digitais para serem impressos em laboratórios fotográficos, eliminando o controle da tecnologia digital. Como resultado, eles têm despesas maiores e menos controle. 

A importância de se ajustar a mudanças que ocorrem dentro de um ramo de atividade tem aplicação extensa e vai além da foto digital. Algumas tecnologias têm a habilidade de mudar completamente o modo como vivemos ou conduzimos nosso negócio. Simplesmente tentar adaptar novas capacitações a práticas antigas significa perder seu propósito. Seria como comprar um celular e pendurá-lo num suporte na parede da cozinha, como o antigo aparelho de telefone fixo.

            Embora com séculos de vida, a Bíblia fala dessa necessidade de responder corretamente às mudanças. Jesus Cristo lembra aos Seus seguidores: “Ninguém põe vinho novo em vasilha de couro velha; se o fizer, o vinho rebentará a vasilha, e tanto o vinho como a vasilha se estragarão. Ao contrário, põe-se vinho novo em vasilha de couro nova” (Marcos 2.22). Embora Jesus estivesse falando de uma verdade espiritual, o princípio se aplica a estratégias do mundo empresarial e profissional.

            Em outra parte, a Bíblia ressalta as pessoas da tribo de Issacar “que sabiam como Israel deveria agir em qualquer circunstância”(1Crônicas 12.32)Ocorriam mudanças significativas naqueles dias e aqueles indivíduos sábios observavam e reconheciam como precisavam reagir.

            Com o compasso acelerado das mudanças do século XXI, não importa que tipo de trabalho ou empresa estamos envolvidos: necessitamos estar constantemente avaliando e reavaliando como fazer as coisas. Isso pode envolver tecnologia, que vai damídia social a atualizações na capacidade dos computadores, ou compreender a mudança de disposição mental de nossos clientes em relação aos produtos e serviços que fornecemos.

            Precisamos considerar se não estamos falhando ao tentar forçar velhos hábitos a um ambiente totalmente novo, ou se estamos verdadeiramente tirando proveito de novos recursos que surgem e estão disponíveis, alavancando e elevando a produtividade e o atendimento ao cliente.  

Questões Para Reflexão ou Discussão

1.    O autor, sendo fotógrafo, extrai seus exemplos dessa área. Você observou mudanças similares no seu campo de trabalho? Como sua empresa têm lidado com novas tecnologias?
2.    Qual é o melhor momento para fazermos mudanças significativas no nosso modelo e estratégia de negócios: quando os lucros caem ou antes disso?  
3.    Por que é tão difícil fazer mudanças na forma como uma empresa opera? Seria útil a sabedoria de conselheiros sábios, diretamente envolvidos com as operações diárias?
4.    No exemplo bíblico mencionado, Jesus falou da tolice de se colocar vinho novo em vasilhas velhas. Qual a dimensão espiritual desse ensino de Jesus?

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Decisão Perigosa - Por Rick Boxx

Wandeir P Tavares (Pastor e Coach)-Foco em:
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              Em conversa com Drayton, empresário cristão bem-sucedido, refletimos sobre a importância de motivações corretas nos negócios. Drayton contou-me, então, de um encontro que tivera no dia anterior com um jovem.

            Quando Drayton perguntou-lhe quais os seus sonhos e aspirações, o jovem prontamente respondeu: “Quero ganhar o máximo de dinheiro, o mais rápido possível.”  Drayton replicou: “Já ouvi isso antes e, geralmente, não dá muito certo. Seria melhor descobrir o que seus clientes necessitam e manter foco nisso.”

            O comentário de Drayton me fez lembrar o aviso feito pelo apóstolo Paulo ao jovem seguidor Timóteo: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1Timóteo 6.10).

            Esse texto não afirma que o dinheiro é mal em si mesmo, ou que seja errado querer ganhar dinheiro para prover as necessidades de alguém ou até mesmo adquirir coisas que se enquadram mais na categoria de desejos que de necessidades. Entretanto, o dinheiro pode se transformar em ídolo, consumindo nossas afeições. Ele se transforma em cilada quando se torna o alvo principal de nossa vida, e deixamos de considerar como fazer melhor uso de nossos talentos, dons, habilidades e experiência, para realizar o trabalho que apreciamos e, no processo, servir a outros. 

            Tanto Drayton quanto Paulo se deram conta que a busca pelo dinheiro pode ser perigosa, tornando-nos vulneráveis a vários tipos de tentações. Todos nós conhecemos líderes e profissionais destacados que sucumbiram à cobiça, ao suborno, ao engano, fizeram falsas promessas e apresentaram comportamento antiético. A busca pela riqueza pode ainda levar-nos a nos associar com pessoas questionáveis, que nos prometem “ajudar” a atingir os objetivos financeiros. 

            Como Drayton sugeriu ao jovem, seria melhor ir atrás de nossas paixões. Se você faz alguma coisa muito bem e encontra prazer nisso, grandes são as chances de obter recompensas financeiras. Mas mesmo que não seja assim, você ainda encontrará satisfação no trabalho bem feito. Vejamos o que diz a Bíblia: 

            Fidelidade dividida não funciona. Profissionais e homens de negócios podem dizer que sua busca por riquezas poderá beneficiar a obra de Deus. Entretanto, Jesus declarou: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mateus 6.24). 

            O lidar com o dinheiro reflete valores espirituaisSe alguém lhe confiasse uma pequena responsabilidade e você falhasse, como poderia esperar que lhe confiasse uma maior? O mesmo é verdadeiro em relação ao uso que fazemos do dinheiro. “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito. Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?” (Lucas 16.10-11). 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1. Qual seria sua primeira reação a uma pessoa que lhe dissesse: “Eu quero ganhar o máximo de dinheiro o mais rápido possível”?
2. Para você, a busca por dinheiro é problemática? Você acha possível que uma pessoa possa fazer da busca por riquezas o foco principal de sua vida e ainda assim não ser seduzida e levada a comportamentos materialistas? 
3. Você concorda que o “amor ao dinheiro” sempre resulta no “desvio da fé e no tormento com muitos sofrimentos”?
4. Jesus disse: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus” (Mateus 19.24). Como você entende essa declaração?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmos 112.1-3; Provérbios 8.12-21; 10.2; 13.11; 15.16; 22.7; 30.8-9;  Lucas 16.9.
FONTEMANÁ DA SEGUNDA
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